sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Ponto de partida




Numa noite fria de verão.
Uma jovem caminhava sozinha por uma rua escura
Era seguida apenas por sua sombra
Que lutava para aparecer e desaparecer,  junto com a lua
Que brigava com as nuvens.
A jovem chega numa praça vazia
Em que apenas um mendigo estava, sentado no banco,
que lhe servia de cama.
A jovem um pouco perturbada decide se aproximar, com um pouco de medo mais seguindo com bravura.
Ela fica cara a cara com o mendigo, que usava um capuz negro e escondia seu rosto.
Ao seu lado havia um grande espelho...
A jovem sussurra:
- Posso me sentar?
O mendigo calado diz alto e claro SIM.
Ela se senta então ao lado do espelho.
Uma neblina branca cobre o chão e deixa a praça ainda mais sombria.
- Quem é você, o que faz aqui sozinho? 
Em silencio o mendigo vira o espelho para a garota se levanta e caminha devagar sem rumo.
A garota grita sem entender o que aconteceu.
-Ei espere responda minha pergunta
O mendigo de costas fala:
- Responda-me você, por acaso minha jovem você se viu nesse espelho?
-Aqui esta escuro, não consigo enxergar minha imagem nele.
- Se tivesse claro você também não conseguiria se ver.
-Por que você esta aqui?
- Pelo mesmo motivo que você. Eu andei pela mesma rua escura, acompanhado pela mesma lua que guiava minha sombra, cheguei nessa praça vazia sentei no banco para decidir meu destino e acabei ficando com medo de voltar.
Tive medo de me perder no caminho ou de chegar no inicio dele e não me aceitarem como eu era.
- Mostre-me sua face
-Eu não tenho, sou o que chamam de “ninguém”, não existo não tenho nome...
Mais você jovem existe e se não quiser ser o que sou se olhe naquele espelho novamente e quando conseguir ver seu reflexo não perca tempo ficando aqui, volte e não se destraia com as vozes que te chamarem pelo caminho, elas querem roubar sua alma. Não tenha medo de voltar.

Um vento forte empurrou a neblina para longe e junto com ela aquele Mendigo se foi.
A garota mal sabia mais sua vida mudaria daquela noite em diante, ela voltou na frente do espelho e viu seu reflexo meio embaçado.
Aquela garota não estava ali por acaso, e tinha duvidas sobre quem era aquele mendigo e como ele conseguiu fazer renascer a vontade de viver em alguém que já estava morta.

Seria ele uma das vozes que queriam apenas mais uma alma para sofrer para sempre no esquecimento? Ou ele era um anjo que escolheu ajudar os mais fracos na hora que estavam à beira do abismo da tristeza e solidão?


..July Eduarda..


terça-feira, 1 de novembro de 2011

ALMAS PERDIDAS DENTRO DE SEUS PROPRIOS MEDOS...

A rebelião das almas segue seu lema de tortura.
Para todos os lados que olho vejo a dor dos fracos.
Aqueles que um dia cruzaram meu caminho e, me fizeram sofrer,
Hoje estão sem saída, suas almas já foram roubadas.
Estão respingando seu sangue sujo pelo caminho sem volta que se perderam.
Seus corpos estão vazios e não passam de carcaças.
Tudo qye lhes resta é a expressão de dor e esquecimento, que ficara para sempre estampada em suas faces.
Meu ódio se transformou em pena, o que prolonga seu sofrimento eterno.




' July Eduarda '

SABE AQUELA VOZ QUE NINGUEM ALEM DE VOCE ESCUTA AO ANDAR NA RUA?

Bom não tenho muito a dizer agora pois são 00:55 tou meio sem ideia pra introdução do blog...
Digo apenas que nunca se deve julgar um livro pela capa, OU UMA BANDA PELO NOME
fiz esse blog para publicar meus textos sejam eles poeticos criticos, narrativos.....
SOU UMA PESSOA QUE AMA ESCREVER ... SOBRE QUASE TUDO...

não sou gotica.. não sou poeta... amo o rock... escrevo coisas que acontecem comigo, uso desses fatos para criar textos e tento transformar o pequeno momento que vivi numa bela historia
O mais importante é que eu amo o que escrevo o problema é q atualmente as pessoas estão esquecendo um pouco de como as palavras tem poder. não vamos começar uma discussão sobre palavras afinal se tem uma coisa que detesto é resumo, ja viu alguem compulsivo por palavras?


PREPARE-SE VOCE VERA APARTIR DE AGORA... o problema é que não existe uma impressora mental, se eu pudesse eu ia imprimindo tudo que eu pensava...